Oi, Geeennte!
Ativismo gera ansiedade que gera improdutividade que enche a mente, o que não é bacana. Tem horas que dá aflição. Às vezes é bom sair de cena e tomar um chá.
Então, eu fui... e estava eu "reflexionando" quando me deparei com algo que caiu como uma luva:
Faz algum tempo que de vez em quando eu sumo. Não chego a desligar o celular ou ir para uma caverna, apesar de muitas vezes ter vontade, mas ultimamente tenho criado momentos de sumiço para mim mesma. Às vezes, inclusive, preciso fugir de mim, da própria Flavia, quando sinto que estou ficando chata. E mesmo quando eu não posso fugir fisicamente de um lugar ou momento que me incomoda, eu trato de achar um jeito de fugir da minha mente inquieta e em qualquer um dos casos, depois volto com um sorriso bobo e enigmático, como se nada tivesse acontecido. Acredite, às vezes sumir pelo tempo que demoraria para se tomar um chá é o suficiente, seja seu próprio chá de sumiço.
Quando percebo que estou prestes a saturar ou explodir deixo alguém sem resposta imediata no messenger ou não abro a janelinha do Whatsapp. E de vez em quando eu deito na cama e fico parada dentro de mim pensando um monte de coisas desconexas, sem me cobrar de nada.
Dar uns perdidos pode ser libertador. Dar umas respostas diferentes ou meio sem sentido, também. Pare de gerar provas contra você o tempo todo, brinque um pouco mais consigo mesmo.
Decidi ter esses pequenos momentos de sumiço quando notei que havia virado sinônimo de 100% disponível e que a ansiedade estava me corroendo. Se me chamavam no chat do Facebook eu respondia quase que imediatamente e, assim, muita gente começou a ficar mal acostumada com minha hiper disponibilidade.
Por muito tempo me deixei envolver por muita coisa comecei a ficar ansiosa. Fiquei dependente de check-ins que denunciavam em que lugar eu estava, quando ninguém precisava saber. Passei a pegar o problema do outro e tentar resolver, quando na verdade nem ele mesmo estava tão preocupado assim em dar um jeito e vi que precisava parar de fazer isso, porque eu não podia salvar o mundo.
Sempre que chegava um e-mail eu não sossegava enquanto não o abria para responder com meus dedos fervilhantes, tudo que me importava era responder e me livrar daquilo, simplesmente me incomodava ver aquilo ali me esperando. Chegou a um ponto em que eu não consegui parar de olhar notificações e alternava tarefas de uma maneira que estava ficando incontrolável. Não estava conseguindo me focar porque muita coisa pedia minha atenção.
Experimente sumir e deixar alguém acomodado resolver alguma coisa sozinho sem depender de você, o momento vai ser incrível, porque tem gente que só funciona no susto, no tranco para se soltar.
Notei que momentos de sumiço também ajudam a clarear ideias e dar uma resposta muito melhor e mais adequada. Às vezes precisamos "dormir a ideia".
Dar pequenos sumiços pode ser um bálsamo em sua rotina. Experimente mudar o rumo do nada, diga um não quando não teria coragem, diga um sim quando teria medo, diga a alguém que não sabe a resposta para algo quando na verdade esperavam que você soubesse exatamente como resolver, destrave bloqueios bobos que você cria sem perceber do tipo, "não vou passar naquela rua porque nunca passo" ou "sorvete antes do almoço é ruim", "ir ao zoológico num dia de semana é impensável" quebre regras, vá a um lugar não planejado. Passe sim numa sorveteria e tome um sorvete de doce de leite antes do almoço, e daí que você vai estragar o apetite? Aonde estava escrito que era proibido comer doce antes do salgado? Você tem a vida toda para comer salgado antes do doce e, mesmo que por um infortúnio não tenha e morra amanhã, poxa, você foi feliz tomando um sorvete naquela tarde chata e comum!
Já tentou ir ao cinema sozinho ou fazer uma viagem sem pensar muito antes? Já deu a louca e saiu de cabelo molhado e tênis no pé quando você era a senhora certinha que só andava por ai de cabelo escovado, maquiada e de salto alto? É libertador.
Desde que comecei a me permitir mais com essas pequenas fugas que criei para mim, me sinto melhor. Sempre fui a certinha cheia de regras e rotinas, mas eu percebi que estava começando a virar uma velha ranzinza aos 30 anos quando fazia um ritual extenso antes de dormir: arrume a roupa de amanhã, vista o pijama, lave o rosto com este produto, depois passe aquele outro, agora o antiidade, escove os dentes...ufa, isso cansa.
É claro que não se trata de ser irresponsável, de abandonar clientes ou chamados importantes, de virar uma bagunça. É apenas uma questão de priorizar, nem tudo precisa ser respondido ou feito na hora. Nem tudo é para ontem. Não precisamos ser tão disponíveis assim. E muita coisa tem uma ordem mais apropriada para se tornar otimizado, tipo passar em um lugar amanhã e não hoje, já que amanhã farei aquele trajeto.
Para me organizar melhor passei a não confiar só na memória e anoto todos os meus compromissos no Google Agenda. Dos horários de aulas na academia, passando por reuniões, aulas, prazos com documentos e contas, até consultas médicas e horários de manicure. Dessa forma consigo me planejar na semana e no dia, olho logo cedo para a agenda e sei no que preciso gastar esforços e o que pode ficar para depois. Inclusive posso olhar que aula da academia acontece naquela brechinha que tenho entre uma atividade e outra e aí me permito fugir um pouco e ir fazer o que gosto, treinar.
Tenho usado a regra 80/20 de Pareto, que diz que 20% das coisas entregam 80% do valor, ou seja, parei de gastar tempo com o que não vai se reverter em nada de interessante.
De vez em quando eu dou um sumiço e depois volto muito melhor. Experimente você sumir momentaneamente também ;)
Texto de: Flavia Gamonar
Um excelente fim de semana!!
San Bezerra
Olá, Pessoal, como vocês estão??? Tudo bem!?
Eu sumi, sim eu sumi, eu sei... foi mau...muito mau... esse chá de sumiço que eu dei em vocês. Fiquei quietinha.
Vi que teve gente nova (uhuu \0/) e gente que me acompanha por aqui há um tempo que visualizou a página e até curtiu novamente só para ter a certeza de que não tinha deixando seguir e de receber nenhum post novo... bem legal isso! Obrigada, pessoal (#gratidão)!
Mas, gente, cá entre nós, têm horas que é bom um pouco de #quietude para colocar as ideias no lugar. Bom mesmo é escrever com calma e alma...tive #saudade, #vontade, mas faltou calma e quando tinha calma faltou alma para colocar aqui.
Então, é sobre essas coisas que vamos falar aqui hoje:
1) Saudade;
2) Vontade;
3) Quietude; e
4) Gratidão.
Acredito que o pior tipo de saudade é aquela que sentimos de quem está próximo, não é mesmo? Você já sentiu saudade de uma pessoa que você vê todos os dias? Já sentiu falta de alguém que poderia conversar a qualquer momento, mas por algum motivo não rolava?
#PensaAí
Alguma vez, você foi falar com Deus e parecia que não tinha conexão? Sentiu que Deus estava há um quilometro de distância?
Horrível né, saber que está logo alí e ao mesmo tempo parece que está tão longe.
Isso já aconteceu comigo, parecia que havia algo que me impedia de falar com Deus com intimidade... e eu falava: Deus, o Senhor está tão perto, tenho vontade de falar contigo, mas te sinto tão longe, por que?
Às vezes, eu fico imaginando como Deus se sente em relação a nós, e acho que Ele já sentiu muita saudade de estar perto de nós, de ser aquele amigo com o qual você conversa o tempo todo, de estar presente nos nossos dias... ai Ele fica nos olhando e sentindo vontade de vir estar com a gente.
Já cheguei a pensar que Deus se distanciava, mas estou entendendo que não... que mesmo em nossos momentos de quietude com Sua bondade e amor Ele nunca nos deixa.
A verdade é que nas vezes que eu senti que Ele estava longe, na verdade Ele estava muito perto, mas o meu coração estava distante... ou distraído com qualquer outra coisa...
Eu acho que muitas vezes que desejei tê-lo perto, não fui muito além disso e Ele deve ter pensado: estamos tão perto, Filha, mas te sinto tão longe...
O Salmos 145, no versículo 18 diz: “O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade”.
Deus não se distrai, não se ocupa com afazeres, nem coloca empecilhos para estar perto de nós, Ele apenas espera que não somente tenhamos saudade ou vontade de estar com Ele, mas que possamos ir ao seu encontro com o coração sincero e desejoso de ficar mais perto ainda.
Basta falar: Pai, posso entrar no seu quarto e ficar aqui? Preciso do Senhor... E Ele simplesmente sorri e diz: Claro, você já está aqui! E isso é bom, muito bom...
Deus me constrange e surpreende com tamanha compreensão e simplicidade. Ele sabe o que a gente precisa...sempre!! Ele é um bom Pai, um Pai incrível! Precisamos valorizar essa Graça.
Por que não aproveitar para tirar do seu caminho e da sua conduta tudo aquilo que te faz sentir saudade de um Deus que está logo ali?
Que Ele revele mais profundo a Sua paternidade para nós, que venhamos a entender quem somos para Ele e que somos aceitos em qualquer circunstância.
Vamos de música??? ♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪
Tenham um ótimo e maravilhoso feriadinho! Beijos com carinho,
San Bezerra
Eu sumi, sim eu sumi, eu sei... foi mau...muito mau... esse chá de sumiço que eu dei em vocês. Fiquei quietinha.
Vi que teve gente nova (uhuu \0/) e gente que me acompanha por aqui há um tempo que visualizou a página e até curtiu novamente só para ter a certeza de que não tinha deixando seguir e de receber nenhum post novo... bem legal isso! Obrigada, pessoal (#gratidão)!
Mas, gente, cá entre nós, têm horas que é bom um pouco de #quietude para colocar as ideias no lugar. Bom mesmo é escrever com calma e alma...tive #saudade, #vontade, mas faltou calma e quando tinha calma faltou alma para colocar aqui.
Então, é sobre essas coisas que vamos falar aqui hoje:
1) Saudade;
2) Vontade;
3) Quietude; e
4) Gratidão.
Acredito que o pior tipo de saudade é aquela que sentimos de quem está próximo, não é mesmo? Você já sentiu saudade de uma pessoa que você vê todos os dias? Já sentiu falta de alguém que poderia conversar a qualquer momento, mas por algum motivo não rolava?
#PensaAí
Alguma vez, você foi falar com Deus e parecia que não tinha conexão? Sentiu que Deus estava há um quilometro de distância?
Horrível né, saber que está logo alí e ao mesmo tempo parece que está tão longe.
Isso já aconteceu comigo, parecia que havia algo que me impedia de falar com Deus com intimidade... e eu falava: Deus, o Senhor está tão perto, tenho vontade de falar contigo, mas te sinto tão longe, por que?
Às vezes, eu fico imaginando como Deus se sente em relação a nós, e acho que Ele já sentiu muita saudade de estar perto de nós, de ser aquele amigo com o qual você conversa o tempo todo, de estar presente nos nossos dias... ai Ele fica nos olhando e sentindo vontade de vir estar com a gente.
Já cheguei a pensar que Deus se distanciava, mas estou entendendo que não... que mesmo em nossos momentos de quietude com Sua bondade e amor Ele nunca nos deixa.
A verdade é que nas vezes que eu senti que Ele estava longe, na verdade Ele estava muito perto, mas o meu coração estava distante... ou distraído com qualquer outra coisa...
Eu acho que muitas vezes que desejei tê-lo perto, não fui muito além disso e Ele deve ter pensado: estamos tão perto, Filha, mas te sinto tão longe...
"Ninguém está tão longe de Deus que não possa ser alcançado por Seu amor"
O Salmos 145, no versículo 18 diz: “O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade”.
Deus não se distrai, não se ocupa com afazeres, nem coloca empecilhos para estar perto de nós, Ele apenas espera que não somente tenhamos saudade ou vontade de estar com Ele, mas que possamos ir ao seu encontro com o coração sincero e desejoso de ficar mais perto ainda.
Basta falar: Pai, posso entrar no seu quarto e ficar aqui? Preciso do Senhor... E Ele simplesmente sorri e diz: Claro, você já está aqui! E isso é bom, muito bom...
Deus me constrange e surpreende com tamanha compreensão e simplicidade. Ele sabe o que a gente precisa...sempre!! Ele é um bom Pai, um Pai incrível! Precisamos valorizar essa Graça.
Por que não aproveitar para tirar do seu caminho e da sua conduta tudo aquilo que te faz sentir saudade de um Deus que está logo ali?
Que Ele revele mais profundo a Sua paternidade para nós, que venhamos a entender quem somos para Ele e que somos aceitos em qualquer circunstância.
Vamos de música??? ♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪
“O zelo que tenho por vocês é um zelo que vem de Deus.”
(2 Coríntios 11:2)
Que Ele te abençoe e que a companhia dEle esteja com você toOoodos os dias!!
Tenham um ótimo e maravilhoso feriadinho! Beijos com carinho,
San Bezerra
Em comemoração ao Dia Internacional da mulher, não podia deixar esse assunto passar em branco aqui.

Hoje, ninguém se espanta ao ver uma mulher de 30 anos solteira, uma de 40 sem filhos, outra de 50 de namorado novo ou uma de 60 começando um trabalho. A atual geração feminina parece estar redefinindo as antigas faixas etárias: os 30 parecem os novos 20; os 40, os novos 30 – e assim por diante.
O que aconteceu na verdade foi que depois das conquistas em movimentos sociais e feministas, as mulheres adotaram outra forma de conviver na família, na vida cotidiana, na maneira de se comportar. Ter filhos mais tarde, ser independente financeiramente, dedicar-se aos estudos, cuidar do corpo e continuar trabalhando, inclusive na terceira idade, são comportamentos cada vez mais comuns. Um exemplo é o número de mães com idade entre 30 e 34 anos, que subiu consideravelmente nos últimos 5 anos. Sem falar na participação das mulheres no mercado de trabalho que também aumentou.
E por que não fazer um comparativo do nosso perfil como mulheres hoje, com as mulheres de mesma faixa etária alguns anos atrás? Quem é a mulher de 30, atualmente? E em que ela difere da mulher de 30 dos anos 80?
Os tempos mudaram e certamente as coisas estão bem diferentes em relação ao "tempo de nossas mães". O perfil das mulheres contemporâneas, em cada década de vida, e as peculiaridades de cada faixa etária mudou e continua mudando:
Os tempos mudaram e certamente as coisas estão bem diferentes em relação ao "tempo de nossas mães". O perfil das mulheres contemporâneas, em cada década de vida, e as peculiaridades de cada faixa etária mudou e continua mudando:
>>> Mulheres de 30
Hoje a mulher de 30 é mais independente financeiramente, com a carreira em primeiro plano. Boa parte delas, especialmente as mulheres de classe média, ainda não tem filhos e adia a maternidade para se dedicar à carreira. Ou vive a primeira gravidez nesta faixa. Estudar e trabalhar já é algo estabelecido para esta geração. O casamento já é colocado como uma etapa tardia da vida.
Antes, as mulheres de 30, mesmo da geração anterior, já tinham famílias constituídas e se dedicavam ao lar. Se não tivessem se casado, eram vistas como “solteironas”. Muitas delas eram casadas e tiveram filhos, mas, ao mesmo tempo, se empenharam duramente para ter acesso à educação, mesmo ainda assumindo os papéis tradicionais de mãe e esposa.
>>> Mulheres de 40
Hoje a mulher de 40 tem filhos de idades bem distintas, uma carreira consolidada, investe nos estudos – mesmo que de maneira mais tardia – e continua dando importância à profissão. Com o avanço da medicina, a mulher também pode pensar em ser mãe mais para frente. É a mulher da jornada tripla, aquela que teve suas conquistas profissionais, mas continua cuidando da família.
Antes, uma mulher de 40 já era mãe de adolescentes e dificilmente voltaria a estudar. Quando trabalhava, dividia as tarefas do lar com a profissão, que geralmente era ligada ao “universo feminino”, como magistério ou enfermagem. Também não era bem vista pela sociedade caso fosse divorciada. Era uma mulher que não tinha uma preocupação tão grande com a aparência e com o corpo. Usar maquiagem e se produzir eram coisas para fazer apenas quando se tinha um evento muito importante, um casamento e olhe lá.
>>> Mulheres de 50
Hoje a mulher de 50 possui aparência jovial, carreira já consolidada e disposição para começar um novo romance. É uma mulher experiente, mas ainda jovem e ativa na vida social. Muitas são ‘mães de família’, mas atuam também em várias carreiras profissionais.
Antes, uma mulher de 50 anos provavelmente já era avó e dificilmente começaria um novo relacionamento, caso se separasse ou ficasse viúva. Antes, com a chegada do climatério, a mulher se considerava velha. Era mais presa ao seu mundo privado, dentro do lar.
>>> Mulheres de 60
Hoje a mulher de 60 busca ter corpo saudável, aparência natural, ainda ativas profissional, social e, muitas delas, até sexualmente. É um prolongamento não só da expectativa de vida, mas da carreira também.
Antes, uma mulher de 60 era uma "senhorinha" e se enxergava com limitações, como se tivesse um selo de validade prestes a vencer. Sem tantas alternativas médicas e tecnológicas hoje disponíveis, ela não se cuidava muito. No campo profissional, as que estavam no mercado de trabalho estavam vislumbrando a aposentadoria.
>>> Mulheres de 70
Hoje a mulher de 70 é saudável, bonita e com vigor para atuar no mercado de trabalho e em novos projetos. As mulheres de 70 hoje são ativas, bem informadas e viajam com as amigas (E minha sogra que o diga). Boa parte das mulheres nesta faixa etária está mais preocupada com a saúde e a aparência, pratica exercícios moderados e tem uma alimentação balanceada.
Antes, uma mulher de 70 era a avó que contava histórias para os netinhos, fazia tricô, bordados e bolos deliciosos. Dedicava-se única e exclusivamente à família e dificilmente realizaria um trabalho fora de casa de forma mais ativa. Agora, aquela vovó caseira, quieta e de cabelos brancos tende a ficar somente nos contos e na poesia.
Não é fácil a correria para manter a família bem cuidada e ainda ter um tempinho para você.
Parabéns Guerreira! O dia é seu!
Não é fácil a correria para manter a família bem cuidada e ainda ter um tempinho para você.
Parabéns Guerreira! O dia é seu!
San Bezerra

Fiquei na dúvida se começava esse texto pelo fim ou pelo começo.
Também pudera, perdi o rumo, a noção de tempo.
Semanas atrás eu precisei do resgate da minha mãe. Ela foi me buscar no fim do dia de trabalho, andamos juntas de metrô, como ela tava feliz!
Sabe aquela sensação de ter filhas adultas, casadas, autossuficientes e poder
socorrer uma delas? Foi esse sorriso que vi nos olhos da minha leoa.
No meio do caminho, ‘senta aqui, mãe’, ‘senta você’, ‘para de ser assim, senta
você, fico aqui do seu lado’. Papo vai e vem, ela me diz ‘sabe, queria ter sido
uma filha melhor pra minha mãe’ ao que respondo ‘ah, mãe... não pensa assim,
não! A gente faz o nosso melhor no momento. Você foi uma boa filha até onde
conseguiu. Não sinta culpa porque isso só maltrata a gente e não serve pra
nada. Já pensou se eu não tivesse me perdoado por tudo que já fiz pra você? Não
iria viver... mas a gente se perdoou, a gente vive em paz’. ‘Você tá certa’, ela disse pensativa, com olhos de amor, tão cheia de compaixão
por mim, por nós.
Ela e eu sabíamos muito bem o que eu estava tentando encerrar. Não só a culpa
dela, mas a minha também. Durante tantos anos minha mãe me viu pela vida,
desfiladeiro abaixo, como quem começa a descer correndo uma ladeira e não
consegue parar mais. E como orou por mim. E teve raiva. E falta de esperança e
renascer da esperança; parece que amor de mãe não cansa.
Cheguei em casa naquele dia tão feliz, satisfeita mesmo; todos aqueles anos e
eu nunca tinha tido coragem de dizer que eu tinha consciência do sofrimento
dela por mim e que isso tinha me trazido culpas. Dizer então, assim, em voz
alta, foi como rasgar uma nota promissória: ‘a gente se perdoou, a gente vive
em paz’.
---
Doze dias depois disso, fui ficar com ela num domingo
chuvoso. Contei pra ela meus planos todos no melhor estilo entrevista de emprego,
curto/médio/longo prazo. Ela, pintando a casa, escutava com atenção, entre
pinceladas e tragos no cigarro.
‘Filhota, vai ali buscar umas esfihas pra gente?’
‘Mãe, dei faxina o dia todo ontem e depois ainda fui na Paulista com João,
andei da Consolação ao Paraíso, tô dolorida até nos cílios. Queira não...’
Ela nem reclamou.
22h, fui pra casa, deixei meu filho com ela.
Um dia como outro qualquer, parece até estranho detalhar
fatos tão corriqueiros.
Mas quero dar a você que lê recursos pra entender o que eu senti. Abrupto e
violento, como um acidente de carro.
Às 4h da manhã, meu marido me acorda, ‘amor, sua irmã tá com
sua mãe no hospital. Vou lá ficar com João que ele tá dormindo... fica calma,
mas parece que ela teve um AVC.’
Foi exatamente aqui que eu perdi a noção de tempo.
Foi exatamente aqui que eu perdi a noção de tempo.
Cheguei no hospital a tempo de ouvir o médico dizendo pra minha irmã “ELA
PAROU”.
Eu gritei! Eu gritei!
“Deeeeeeuuuss! Me ajudaaaa! Jesus, me sustenta! Sem o Senhor eu não vou
suportar! O Senhor chorou¹, o Senhor conhece essa dor!!!”
---
Umas 40 horas se passaram. Liberação de corpo. Velório. Amigos queridos. Várias
camadas de ficha caindo. O telefone dela, comigo, que não parava. O cheiro das
flores. Anestesia.
Sepultamos o corpo da minha mãe.
Em casa, peguei uma peça de roupa dela, inalei aquele cheiro tão conhecido para
mim...
“Você sabe o que é cheiro de mãe? – perguntei a uma amiga. Cheiro de mãe é
você, criança, estar numa casa com 50 pessoas e cair. Todas as demais 49
pessoas ali são inúteis: a única capaz de te acalmar é aquela com esse cheiro,
esse que acalma, cheiro de mãe. Logo esse tecido vai perder o cheiro da minha mãe... E agora? Quando a vida me
derrubar, não vai ter mais cheiro dela pra me acalmar... Ela não vai voltar.
Acabou. Não tem mais cheiro de mãe pra mim.”
Ela ouviu, como fazem as amigas. Sem perguntar ou acrescentar.
---
Porque estou falando isso tudo?
Sabem, eu creio que tudo que Deus faz é perfeito e que todas as situações agem
em nosso favor**. Vejam, tudo que vinha acontecendo, não só o mencionado aqui,
como tantas coisas que aconteceram no meu relacionamento com a minha mãe e
também na vida dela como um todo, tudo culminou nisso. Ela foi conduzida pelas
mais diversas situações. Inclusive aquela nossa conversinha no metrô sobre
culpa e perdão.
De bate-pronto, aceitei a vontade de Deus; não questionei nem me revoltei,
apenas pedi que Ele estivesse comigo. Mas a dor, ah, essa era tão pesada, tão
pesada como nunca tive antes. Perder minha mãe, foi, sem dúvida a maior dor que eu tive até aqui. E dor
assim, sem colo de mãe pra ajudar, é osso duro.
Uns dias depois daquela conversa com a amiga, a roupa da minha mãe guardada num
saquinho, confusão, falta de perspectiva.
Sabe, a minha mãe, minha irmã e eu, nós crescemos sozinhas, as três. A ligação era muito intensa. Cheguei a falar pra minha irmã que agora nós éramos como árvores sem raiz. Era com essa dor que eu tentava voltar pro trabalho, pra vida, pra realidade.
Sabe, a minha mãe, minha irmã e eu, nós crescemos sozinhas, as três. A ligação era muito intensa. Cheguei a falar pra minha irmã que agora nós éramos como árvores sem raiz. Era com essa dor que eu tentava voltar pro trabalho, pra vida, pra realidade.
‘Deus, como vai ser daqui em diante? Desde o momento em que fui concebida, ela
estava comigo!... como vou me levantar?
Foi quando essa voz, como uma dor explosiva dentro do meu peito, disse “EU TE LEVANTO!”².
E com essa frase simples, tão poderosa, Deus me fez uma
promessa. E essa promessa, apesar de não fazer eu me fazer bem
instantaneamente, me deu uma experiência muito forte de com Ele. Eu soube que,
de alguma maneira, talvez não ali, prostrada no meu quarto, não naquele
momento, Deus iria me ajudar a ter esperança no futuro e acreditar que eu poderia suportar tamanha dor.
Às vezes passamos por situações e dores que achamos
impossível superar; assim foi que eu senti, um dano sem volta, minha vida
totalmente sem norte.
Mas eu quero dizer que Deus tem sido meu sustento. A dor existe, é fato, e a
verdade que a saudade não arrefece. Mas Deus é conosco em todos os momentos!
Por isso, confie, como eu tenho confiado quando as dúvidas aparecem. E quando a
dor dói mais forte, é no colo dEle que eu choro. Muitas vezes nem consigo
pronunciar palavra alguma. Mas Ele sabe … Ele sabe antes que eu fale³, Ele
sabe.
¹ João 11:32-35 Quando Maria chegou ao lugar onde estava
Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se tivesses estado
aqui, não teria morrido meu irmão. Jesus, vendo-a chorar e chorar também os
judeus que a acompanhavam, gemeu em espírito, perturbou-se e perguntou: Onde o
pusestes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê. Jesus chorou.
² Salmos 145:14 O Senhor sustenta a todos os que
caem e levanta a todos os abatidos.
³ Salmos 139:4 Antes mesmo que a palavra me chegue à língua,
tu já a conheces inteiramente, Senhor.
Irina Onuchit
Olá pessoal, tudo bem!?
Quem não gosta de novidades? Eu amo!!
Pois é isso o que teremos aqui, coisas novas, talentos novos e muitas experiências maravilhosas para compartilhar.
Fiquei tão feliz de ter essa moça linda com a gente, vocês nem imaginam, mas não vou ficar rasgando seda, não. Vou deixá-la falar por ela mesma. Com vocês a minha teacher favorita:
____
Quem não gosta de novidades? Eu amo!!
Pois é isso o que teremos aqui, coisas novas, talentos novos e muitas experiências maravilhosas para compartilhar.
Fiquei tão feliz de ter essa moça linda com a gente, vocês nem imaginam, mas não vou ficar rasgando seda, não. Vou deixá-la falar por ela mesma. Com vocês a minha teacher favorita:
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Meu nome é Irina, tenho 32 anos, sou esposa do Roberto, mãe do João Luccas, formada em Letras, professora de língua inglesa para educação infantil e novidadeira.
Adoro crafts em geral, gatinhos, internet e ainda não decidi quantos filhos quero ter e/ou adotar, mas sei que são muitos!
Uma alma inquieta e totalmente dependente da graça e do amor de Deus.
Irina Onuchit
Irina Onuchit
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