terça-feira, 27 de maio de 2014 0 comentários

Frase do Dia







San Bezerra
segunda-feira, 26 de maio de 2014 0 comentários

Sensação Térmica

Sensação Térmica

Quando eu tinha uns 11 anos li um livro da Serie Vagalume, quem lembra? "Enrola, desenrola", era uma historia de suspense que a cada capitulo você podia escolher que rumo queria dar ao enredo.

Achei e ainda acho aquilo um máximo, me desafiava a ler o livro várias vezes para descobrir finais diferentes pra ver se minha escolha tinha sido a mais emocionante.

Lembro de um amigo que mesmo nos dias em que estava muito frio ia de bermuda e camiseta pra escola. Todos o repreendiam e ele dizia: o frio é psicológico. Mesmo depois de escapar de uma grave pneumonia ele insistia em sua tese.

Estou falando sobre isso porque é surpreendente como a vida nos desafia a tentar dominar o que é por si só indomável: o rumo das coisas e o que elas nos provocam.

Aquele livro me fazia sentir no controle, uma sensação de domínio e frio na barriga ao mesmo tempo, mas eu podia decidir o que estava por vir. Já o Marcus achava que era capaz de dominar o frio.

Digamos que se eu fosse o Marcus e despontasse um céu nublado eu me preparava para um frio de 0º. Valorizava em excesso a sensação térmica.

Ele escolheu sua pneumonia e eu minhas próprias consequências de querer controlar tudo na vida. E tive decepções com os ideais que criei de família, amor, profissão. Várias vezes tentei fazer e  refazer o final, mas, enfim... na pratica é tudo muito diferente do “enrola e desenrola”.

Foi duro, mas tive que aprender a não querer dominar as circunstâncias. Por que não ser controladora faz parte de uma sábia escolha que nos remete a viver a beleza do inesperado. E, esperar que algo bom nos surpreenda é FÉ.

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (1 Coríntios 2:9)

Camila Santos

quinta-feira, 15 de maio de 2014 0 comentários

Equilíbrio




Não seja excessivamente justo nem demasiadamente sábio; [...] Não seja demasiadamente ímpio e não seja tolo; [...] É bom reter uma coisa e não abrir mão da outra, pois quem teme a Deus evitará ambos os extremos.  
Eclesiastes 7:16-18

Partindo da definição comum de equilíbrio como harmonia, moderação, autocontrole, postura sem oscilação, o Dr. Spencer Johnson (autor do best-seller Quem Mexeu no Meu Queijo?), em seu livro Um Minuto Para Mim, define equilíbrio como “estilo de vida que contempla todas as áreas da vida”.

Equilíbrio é você viver de maneira equilibrada, podendo em alguns momentos se decidir entre a aproximação e o retraimento, o muito e o pouco, o tradicional e o contemporâneo, entre o amor e a disciplina, entre as mãos de Marta e o coração de Maria.

Ser equilibrado não significa ser alguém sem tônus, frio, impassível, calculista. Nem devemos imaginar que equilíbrio seja uma régua, uma trena para ver se saímos do trilho, nos excedemos ou fomos longe demais.

O inimigo do bem quer nos polarizar em diferentes áreas da vida. Quer que sejamos ativistas e extremistas. Tenho percebido isso.

Se concordarmos que “equilíbrio é contemplar todas as áreas da vida”, precisamos de um estilo de vida em que levemos em conta família, trabalho, recreação, amigos, igreja e nossas necessidades pessoais.

A família precisa de atenção e mais quantidade de tempo, em lugar de estar em frente ao computador e à televisão, ou apenas nas horas do "bom dia" ou "boa noite". O trabalho e a vida profissional requerem constante aperfeiçoamento. A vida devocional e a comunhão com Deus também devem estar todos os dias em nossa agenda. O lazer, a diversão e o relacionamento com os amigos igualmente fazem parte desse equilíbrio.

Jesus cumpriu Sua missão aqui na Terra com equilíbrio. Não temos registro de que Ele alguma vez estivesse apressado e estressado por falta de tempo. Nunca vemos Jesus pressionando os discípulos para ultrapassarem os limites, negligenciar o descanso ou deixar de comer. Ele sabia quando trabalhar, quando começar e quando terminar. Até nos últimos momentos, de certa forma, podemos ver equilíbrio na vida de Jesus: “Tomaram eles, pois, a Jesus; [...] e com Ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio” Jo 19:17, 18.

Mesmo que a colocação da cruz de Jesus no meio possa ter sido uma indicação dos que O crucificaram de que Ele era o pior; por outro lado, Jesus estava nos deixando a dica: “Fique no centro. Evite os extremos.”

Tenham um excelente fim de semana!

San Bezerra
segunda-feira, 12 de maio de 2014 0 comentários

A História do Burro

Gosto de histórias de superação. Creio que todos nós temos uma história que vale a pena ser contada. Até mesmo um burro tem uma história para contar — uma pequena e “poeirenta” história...rsrs

Hoje resolvi postar uma história que li há algumas semanas.
É um conto sobre o burro de um fazendeiro que tropeçou e caiu dentro de um velho poço seco. Ao descobrir o acidente, o fazendeiro avaliou as possibilidades para libertar seu querido burro, que já era como um membro da família.

Finalmente, não encontrando nenhuma solução viável, decidiu encher o poço de terra. Ficou profundamente chateado, sabendo que isso significava enterrá-lo vivo, mas consolava-o o fato de que ninguém mais teria o mesmo destino desastroso do desajeitado burro.

À medida que o fazendeiro esvaziava cada pá de terra dentro do poço, esta caia nas costas do burro. Sem se abalar, o burro simplesmente sacudia a terra de seu dorso e permitia que as pás de terra fossem se acumulando sob suas patas. Após várias horas e centenas de pás de terra, o burro surgiu, surpreendentemente, à borda do poço. Saltou por cima da beira e trotou para longe. O que parecia ser sua sentença de morte, se transformou em sua salvação.

Eu sinceramente fiquei pensando nessa história e sobre como redigiria o desfecho desse post por quase duas semanas, mas concluí que o conto fala por si só e, por isso, cada um deve fazer sua própria reflexão.

Então, para começar a semana, resolvi deixar para vocês a minha auto-análise e as perguntas que eu mesma me fiz sobre o conto do burro que não era tão burro assim:

Até aqui, algumas vezes eu me senti desistida e emocionalmente exausta, sim. Como se tivesse alguém enchendo as minhas costas de terra e querendo enterrar meus sonhos depois de algumas grandes vitórias em diversas áreas da minha vida. Mas, eu definitivamente decidi não me render e dar um basta nisso utilizando-me das ferramentas que já  conheço, sejam elas espirituais, sejam elas práticas no meu dia-a-dia!! Tenho procurado sacudir a terra todas as vezes que sinto algo querendo me afundar. Porque não sou do tipo que se entrega fácil, afinal dizem que a vida só é dura para quem é mole.

Às vezes tenho a impressão de que a crise é um estado interior gerado por nós mesmos, quando nos deparamos com situações inesperadas.
Mas o que as pessoas têm feito com esse sentimento de enfado e sensações de fardos físicos, espirituais e emocionais que carregam?
Será que podemos dizer que estamos bem, sob as circunstâncias?  E o que estamos fazendo debaixo delas???
Aonde, em que ou em quem está a minha salvação?
Eu posso dizer que já desisti e entreguei os pontos ou eu quero é mesmo sacudir as costas e vencer as adversidades?

San Bezerra
 
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