Mas têm águas mais fundas, eu sei...
Depois que falhei 5 vezes na prova para tirar minha carteira de motorista, meu marido resolveu me treinar. Eu já estava tão traumatizada que sentar no banco do motorista me paralisava, eu ficava sem entender as instruções que o Lu dava de tão nervosa, mas lembro do seguinte conselho dele: não pense sobre dirigir, somente dirija.
Para ele era fácil falar assim, afinal já tinha mais de 10 anos que dirigia, ele era INTIMO da tarefa, intimo dos comandos que o carro precisa e das ferramentas que o levam a se mover.
Eu acabei passando na prova na 6ª tentativa, mas não porque eu estava intima do carro, somente fiz a tarefa de forma correta. Provei da minha falta de intimidade com a batida que sofri uma semana após estar com a carteira em mãos. Eu não tinha domínio sobre o carro, ele me era estranho demais e talvez minha loirisse potencializasse o problema, enfim, não desisti. Lutei para me tornar intima dessa tarefa e logo a dominei, hoje consigo dirigir “sem pensar”.
Acredito que esse processo é assim em todas as esferas da nossa vida, por exemplo, o mar é mais bonito para o banhista que não nada ou para o surfista? Mais bonito para o surfista ou para o mergulhador? Mais bonito para o mergulhador ou para o oceanógrafo?
Quanto maior nosso degrau de intimidade com as pessoas, com as tarefas, conosco mesmo, maior se torna nossa liberdade de desfrutar do que é belo, pois os mistérios da intimidade nos dão a chance de nos desligarmos do mecanismo e nos concentrarmos em desfrutar dos resultados do que produzimos.
Dirigir de forma automática me faz apreciar a paisagem, ser intima dos meus filhos me faz aproveitar o tempo com eles, pois sei o que realmente querem, ser intima do meu trabalho me faz focar no resultado, ser intima de Deus me faz resolvida com minha fé e ela se torna inabalável.
E saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos.E mediu mais mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; e outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas que me davam pelos lombos.E mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. (Ezequiel 47)
Podemos executar nossa tarefa perante Deus de forma correta, como ir às reuniões religiosas, não mentir, não adulterar, enfim... fazer o suficiente para passar na prova, ou podemos desejar mergulhar mais profundo em águas que nos envolvem por inteiro, nos saciam e completam. Caminhar com Deus é se deixar entrar em águas mais fundas como o profeta Ezequiel e descobri-lo na intimidade, em mistérios de grande beleza. Sentir-se envolvido por esse oceano de graça que nunca termina e que é a própria essência da vida e de si mesmo.
Oi, pessoal! Tudo
jóia?!
Faz tempo que não
apareço por aqui, eu sei. Realmente eu dei uma sumida, mas não fiquem pensando
que eu os abandonei, que não tenho sentido saudade de escrever ou tirei férias do
blog, não. Tem sido bem corrido aqui no trabalho e com o tanto de atividades sociais
que tenho, o pouco tempo que me sobra só penso em descansar. Eu realmente estou
contando os dias para a chegada das minhas férias.
Pois bem, chega de mi, mi, mi e blá, blá, blá! Porque faz tempo que eu estou para finalizar este post.
Hoje eu quero
desafiá-los a olhar para si mesmos, ou melhor, para suas aptidões e desejos de
realizar determinada atividade.
Acredito que um
dia pelo menos na vida todo destro já tentou escrever com a mão
esquerda, como alguém canhoto. Tenho certeza disso, e quem é destro sabe
do que eu estou falando...rsrs.
Eu cresci com um
canhoto em casa e vivia tentando escrever e desenhar como meu irmão. Também
sempre ouvi falar que os canhotos são pessoas mais inteligentes e tal, mas até
hoje não sei se isso realmente é verdade.
Contudo, um
conselho para quem têm manuais do tipo "Desenhando com o Lado Direito do
Cérebro": encaminhe o livrinho para reciclagem. Faz tempo que os
neurocientistas sabem que ninguém desenha só com o lado direito - só se faltar
o esquerdo.
Hoje é muito
questionada a tese de que os hemisférios cerebrais possuem uma divisão de
tarefas rígida. Algumas funções específicas realmente são privilégio da
esquerda ou da direita, mas tudo indica que muitas tarefas funcionem em um
esquema de mutirão, em que o papel de cada área varia dependendo da
necessidade.
E como estamos em
ritmo de copa do mundo, nada melhor do que comparar nosso cérebro com um campo
de futebol e com um time numa partida que tem que se adaptar quando um jogador
se contundiu ou foi expulso de campo.
Então, nessa
linha de raciocínio, cada metade do cérebro pode tanto cobrar escanteio quanto
correr para cabecear, certo?
Sim! E essa ideia não
é apenas mais uma suposição de algum pesquisador estrangeiro, mas se
baseia em casos reais de pacientes com lesões cerebrais graves que realizam
atividades supostamente ligadas às áreas perdidas. E assim é a vida:
uma constante adaptação.
Você já parou
para observar quais são as suas maiores aptidões e facilidades diante das
tarefas do dia-a-dia?
Alguns são mais
racionais, são práticos e objetivos, possuem uma tremenda facilidade com
números e contas (se lembrou daquele seu colega que todo mundo queria colar
dele na prova de matemática, né!!).
Porém, no frigir dos
ovos, a verdade é o seguinte: os dois hemisférios, o tico e o teco, têm que se
ajudar e trabalhar em equipe, definitivamente. Quando um está frágil, deficiente o outro vai lá dá um help e complementa o trabalho. Trabalho em Equipe é tudo! Captou!?
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