Quando eu era um pouco mais jovem, as pessoas compartilhavam suas estórias olho a olho, se acertavam cara a cara, as pessoas preferiam ler um bom livro no transporte público, pegavam o telefone para matar a saudade dos amigos e familiares, quando não faziam uma visita. A única tela que existia nos lares era a da TV, que servia para reunir a família frente aos programas de maior audiência. Naquela época, os relacionamentos aconteciam offline.
Hoje em dia, ouvir alguém dizer que não tem perfil no Facebook, Twitter, Instagram ou LinkedIn pode até soar estranho, não é mesmo. Afinal, vivemos em sociedade e estar fora das redes, mesmo que não for para ser um simples "olheiro" das exposições pessoais, desabafos, desafetos e "recados" bizarros que acontece a cada segundo, pode ser visto como algo ultrapassado e antissocial.
Não tenho nada contra as Redes, até faço parte delas. O grande problema é acabar tão emaranhado nelas e deixar de dar atenção a coisas realmente importantes e fundamentais. O problema é estar mais só do que se imagina.
A ideia desse post já estava no forno, quando ontem mesmo me perguntaram se eu tinha Instagram e se espantaram quando eu disse que não. Por que??
A resposta é simples: É muita coisa para administrar. Estamos tão acostumados com os "likes" e as solicitações de amizade piscando na tela dos nossos celulares que esquecemos um pouco do mundo lá fora...ou melhor ao nosso redor.
O que eu estou querendo dizer, Povo, é que o negócio é tão absurdo, que é só reparar nas pessoas no metrô, no ônibus, no parque, no restaurante, no shopping, até andando na rua.
Poucos têm percebido, mas o sentido das coisas reais e simples da vida têm se perdido. O 100% das pessoas nos momentos também. A vida passa muito rápido...principalmente online.
Me dei conta disso algumas semanas atrás, estava tão dispersa, tão distraída, e tão envolvida que quando percebi o que estava acontecendo comigo chequei a excluir o app do facebook do meu celular. Atitude extrema, porém necessária; eu precisava dessa libertação na minha vida!!
Pensei: Pra que ser notificada a cada post dos "amigos", estar informada dos "últimos acontecimentos" e ser participante da vida dos outros?? Eu nem conheço e nem me relaciono de verdade com tantos amigos assim...Pra que ficar olhando a tela do celular ou passando o dedo de lá para cá checando todas as redes em vez de prestar atenção quando alguém (filho, cônjuge, pais, chefe, amigos) fala comigo ou quando estou na companhia de uma amiga num almoço. Eu tenho estado 100% ali com ela ou só minha carcaça??
De verdade, eu não sei se a necessidade de "estar em todas" é carência ou uma intensa necessidade de "estar informado". Só sei de uma coisa: é tanta gente querendo contar sobre si mesmo e querendo saber de tudo o que está acontecendo na vida dos outros o tempo todo, é tanta informação, que até cansa a mente...
Hoje em dia, ouvir alguém dizer que não tem perfil no Facebook, Twitter, Instagram ou LinkedIn pode até soar estranho, não é mesmo. Afinal, vivemos em sociedade e estar fora das redes, mesmo que não for para ser um simples "olheiro" das exposições pessoais, desabafos, desafetos e "recados" bizarros que acontece a cada segundo, pode ser visto como algo ultrapassado e antissocial.
Não tenho nada contra as Redes, até faço parte delas. O grande problema é acabar tão emaranhado nelas e deixar de dar atenção a coisas realmente importantes e fundamentais. O problema é estar mais só do que se imagina.

A ideia desse post já estava no forno, quando ontem mesmo me perguntaram se eu tinha Instagram e se espantaram quando eu disse que não. Por que??
A resposta é simples: É muita coisa para administrar. Estamos tão acostumados com os "likes" e as solicitações de amizade piscando na tela dos nossos celulares que esquecemos um pouco do mundo lá fora...ou melhor ao nosso redor.
O que eu estou querendo dizer, Povo, é que o negócio é tão absurdo, que é só reparar nas pessoas no metrô, no ônibus, no parque, no restaurante, no shopping, até andando na rua.
Poucos têm percebido, mas o sentido das coisas reais e simples da vida têm se perdido. O 100% das pessoas nos momentos também. A vida passa muito rápido...principalmente online.
Me dei conta disso algumas semanas atrás, estava tão dispersa, tão distraída, e tão envolvida que quando percebi o que estava acontecendo comigo chequei a excluir o app do facebook do meu celular. Atitude extrema, porém necessária; eu precisava dessa libertação na minha vida!!
Pensei: Pra que ser notificada a cada post dos "amigos", estar informada dos "últimos acontecimentos" e ser participante da vida dos outros?? Eu nem conheço e nem me relaciono de verdade com tantos amigos assim...Pra que ficar olhando a tela do celular ou passando o dedo de lá para cá checando todas as redes em vez de prestar atenção quando alguém (filho, cônjuge, pais, chefe, amigos) fala comigo ou quando estou na companhia de uma amiga num almoço. Eu tenho estado 100% ali com ela ou só minha carcaça??
De verdade, eu não sei se a necessidade de "estar em todas" é carência ou uma intensa necessidade de "estar informado". Só sei de uma coisa: é tanta gente querendo contar sobre si mesmo e querendo saber de tudo o que está acontecendo na vida dos outros o tempo todo, é tanta informação, que até cansa a mente...
A animação The Innovation of Loneliness (A Inovação da Solidão, em tradução livre) é um convite para refletirmos sobre esta nova era de conexões que estamos criando.
Talvez, Queridíssimo (a), você até julgue extremo tudo o que eu disse aqui, mas pense bem, se online sempre haverá um moderador (ou administrador) que o diga na vida real, que em tudo é necessário ter MODERAÇÃO.
Fica a reflexão! ;)
San Bezerra