Olá, pessoal!!
Vocês já pararam para pensar que faltam apenas três meses para acabar a folhinha?? Setembro não conta, vai! E mesmo para quem quiser contar, quatro meses voam...
Em momento de balanço, digamos que este ano não tem sido um ano muito fácil para mim. Sobrevivemos ao primeiro semestre, Agosto acabou (#ufa!!) e estamos no meio do segundo.
E "vamú, que vamú", com força, representação, coragem, água, coragem, e sem jogar a toalha...
Opa, peraí!! Não, não! Têm horas que não dá para ser Suuper, porque ninguém é!!
Entendi melhor o versículo da bíblia que diz que a gente caminha "de glória em glória, de vitória em vitória", que significa, na verdade, que os momentos difíceis da vida nem sempre são para no final haver vitória, porém para haver glória.
Ãhn (????).
É!! Algumas coisas são permitidas para que todos percebam que em tudo Deus tem um propósito. Não sei em que área você está suportando uma carga e tanto, carregando um mochilão, mas saiba que tudo passa e, no final da tempestade, se não for para sua vitória será para o seu amadurecimento e para que Ele seja glorificado através da sua vida. Tem sido assim na minha vida.
Respeitar meu tempo, minhas emoções e minha fragilidade, também foram coisas que aprendi até aqui. Esse foi o saldo.
Alguns dias atrás li um texto que confirmou tudo isso que compartilhei com vocês e literalmente traduziu certas coisas que meu coração estava sentindo, e algumas outras que tenho plena convicção. Com certeza alguns vão concordar, outros vão pensar...
Músicas
declarando vitória, ministrações motivacionais, livros de auto-ajuda disfarçados
de temas cristãos são cada vez mais comuns no meio evangélico. E o mercado
gospel está em alta investindo no que o povo cristão quer: ouvir que receberão a
vitória, a benção tão desejada e que estão acima de qualquer adversidade, tendo
poder sobre ela.
O
que vemos então é a moda do triunfalismo.
O
conceito principal do triunfalismo deriva do capitalismo que disseminou a ideia
de que o sucesso está relacionado à realização profissional e pessoal, à
popularidade, ao status, etc. Logo, também está relacionado à Teologia da
Prosperidade que prega aos fiéis que quanto maior for a sua oferta financeira a
Deus, mais próspera será a sua vida terrena, não somente nas finanças, mas em
todas as áreas.
Parece
algo inofensivo, e há inúmeras tentativas de justificativa para isso.
Geralmente, as pessoas que defendem esse pensamento exageradamente positivista,
declaram que o povo de Deus merece o melhor, merece ser abençoado, que nada pode
detê-lo de alcançar o triunfo em todas as áreas da sua vida, estando sempre
livre de tristeza, doenças, etc. e utilizam versículos fora do contexto para
provar que estão certos.
Entretanto,
este novo conceito difere totalmente dos ensinamentos de Jesus Cristo, e dos
apóstolos, já que estes resumem-se à renuncia de uma vida confortável doando-se
para fazer o bem ao próximo e cumprir a missão ao qual Deus nos designou.
Jesus
em seus sermões nunca prometeu uma vida fácil e livre de problemas aos seus
seguidores, mas os encorajou a permanecerem firmes e fiéis a Deus nos tempos de
tribulação que com certeza enfrentariam. Já a teologia da prosperidade explica
que se o crente for fiel a Deus, terá o direito de exigir – determinando ou
“profetizando” – o que, segundo ela, seria uma vida abençoada. Se isto não
ocorre, então o crente não tem sido fiel a Deus como deveria, talvez esteja em
pecado ou em dívida com o Senhor, por isto Ele não o atendeu.
Porém,
Jesus refuta esta afirmação errônea, antes de curar de um cego de nascença como
é relatado no Evangelho segundo João, capítulo 9:
“Os seus discípulos perguntaram: ‘Mestre, por que este homem nasceu cego? Foi por causa dos pecados dele ou dos pecados dos pais dele? ‘. Jesus respondeu: ‘Ele é cego, sim, mas não por causa dos pecados dele nem por causa dos pecados dos pais dele. É cego para que o poder de Deus se mostre nele. ’” (Versículos 2 e 3 NTLH)
Ao
dizer estas palavras, Jesus ensinou que as adversidades as quais seus seguidores
passam ou passariam, não derivam de atos pecaminosos, ou infidelidade. Problemas
de diversos tipos sobreviriam seus fiéis, no entanto, tudo aconteceria com o
propósito de glorificar o nome de Deus, como ocorreu no caso da cura do
cego.
De
maneira alguma devemos nos esquecer de que o pecado tem uma consequência: a
morte espiritual, mas as demais situações desconfortáveis que já haviam sido
predestinadas por Deus aos seus escolhidos têm como intuito honrar ao Senhor,
demonstrando a Sua grandeza, soberania, sabedoria e bondade. Tudo o que acontece
conosco é determinado por Dele, e é para a glória Dele, isto fica explicito na
história de Jó, por exemplo.
Sob
a ótica triunfalista, um cristão que possui um familiar com uma doença terminal,
por exemplo, é considerado derrotado, e só enxerga um caminho para o trinfo: a
cura. Esta pessoa então é levada a gastar a sua vida não para glorificar a Deus,
mas para conquistar a cura de seu ente querido. Neste caso não é considerada a
possível morte do enfermo, já que o plano que Deus tem para o fiel, de acordo
com eles, é que ele seja vitorioso em tudo. Não há o questionamento referente à
vontade divina, pois já está firmado o pensamento de que Deus os abençoará da
maneira em que eles querem e interpretam o que é ser abençoado.
Porém,
Deus não poupa os seus fiéis de situações onde eles são vistos como derrotados,
situações onde se sentem angustiados e deprimidos, pois tem o propósito maior
para todas estas situações, que é o de moldá-los para que pareçam com Jesus.
Então, neste exemplo, se o familiar do cristão morre, Deus é glorificado. Se há
a cura, como no caso do cego de nascença, Deus é glorificado.
Não
são poucos os fiéis relatados nas Escrituras que passaram por grandes
adversidades. Nenhuma destas situações foi escondida, muito pelo contrário!
Observemos o caso do Rei Davi: ao lermos os seus salmos vemos que este teve uma
vida de altos e baixos. Viveu momentos de alegria, mas também momentos de
solidão, perseguição, depressão. Para cada momento um salmo expondo seu
sentimento. Davi foi um homem segundo o coração de Deus, e sabemos que Deus não
o desamparou. Ele lutou grandes batalhas, literalmente, e o Senhor lhe deu
vitória, mas isto aconteceu porque ele o buscava com a intenção de adorá-Lo e
não somente para obter sucesso, e também porque ele não escondia de Deus e dos
demais seus sentimentos de angústia, demonstrando sinceridade e transparência
diante do Criador.
Vestir
uma capa de super-crente,
esboçar um sorriso fingido, e aparentar uma vida livre de problemas são
ingredientes para uma vida cristã falsa e hipócrita, alimentando o orgulho e a
soberba. Deve-se ter a humildade de admitir suas fragilidades e momentos de
aflição a Deus e aos irmãos da fé, pois somente assim, poderão ajudar e
encorajar uns aos outros em momentos de crise. Deve-se também ter em mente que
todas as coisas – até as aparentemente ruins – contribuem para o nosso
crescimento na fé e amadurecimento espiritual. Não devemos fugir ignorando-as,
ou fingir que não acontecem, mas sim, enfrentá-las buscando auxílio em Deus e
nos companheiros de fé, aguardando pacientemente o consolo e adorando sempre a
Deus, seja no tempo de riso ou de pranto.
Estes
são os verdadeiros super-heróis: os heróis da fé, que não maquiaram seus
momentos de crise, não buscaram a Deus pelo que Ele poderia os oferecer, que
confiaram que as aflições tinham um propósito, e permaneceram fiéis até o fim.
Sejamos então como eles e que o poder de Cristo, de suportar tudo, seja o nosso
poder.
“E [Deus] disse-me: ‘A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na sua fraqueza.’ De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” (2 Coríntios 12: 9-10)